De Noiva para Noivos

Lidando com a sogra: uma tarefa as vezes nada fácil

O relacionamento com a sogra pode ser algo bastante complexo. Devido a isso estes são um dos principais temas discutidos nos grupos de noivas. Mas não fique você achando que só as noivas sofrem com isso: os noivos também contam cada história…

Ciumentas, brigonas, intrometidas, dominantes e chatas são os termos mais utilizados por quem sofre problemas de relacionamento com a mãe de seu companheiro. Porém, manter um relacionamento conflituoso com este ente tão próximo pode desgastar o relacionamento do casal.

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Dos relacionamentos em vida familiar, o gerado entre a mãe e nora ou genro é  muitas vezes o mais frágil. É possível que essas pessoas compartilhem vinculos próximos mas que a relação seja, digamos lá, tensa. Mas tudo possui uma explicação.

O vínculo entre mãe e filho é único. Estudos afirmam que sem o devido apego a sua mãe, as chances de um homem ser violento ou mostrar instabilidades crescem visivelmente. O mesmo não ocorre para as meninas. Então, embora seja frequentemente enfatizado quanto os meninos precisam da presença paterna para auxiliar no seu crescimento como homem adulto, é através do vínculo maternal nos primeiros anos que um menino aprende lições que ele precisará ao longo da vida. Ele aprende a verdade do amor através do olhar de sua mãe e dos primeiros cuidados.

Na parte materna, o apego ao filho também é forte. Uma filha cresce e se torna mais próxima a mãe quando ela se torna uma mulher. Mas um menino cresce mais ao contrário dela. Ele se agarra cada vez mais aos homens e amigos durante a puberdade,  se apegando especialmente ao pai durante a adolescência. Assim, a relação se torna mais distante, mesmo que o vínculo seja inquebrável. Isso não significa que ele cresça menos amoroso ou próximo. Mas, em algum momento, eles começam a conhecer-se como homem. Além disso, é preciso compreender que muitas mães costumam projetar seus desejos, insatisfações e sonhos não realizados de sua própria vida para seus filhos. Sem falar que, muitas, consideram a sua maneira de fazer as “coisas” melhor e seus valores como referenciais. Esse tipo de invasão não aparece com o casamento do filho(a). De alguma maneira, já estava presente muito antes disso na relação com os filhos.

As separações são necessárias no decorrer da vida e isso pode ser uma tarefa difícil, principalmente para as mães. A sensação de rejeição, no entanto, muitas vezes não é sentido até o momento do casamento, quando a mãe é finalmente e totalmente “substituída” como o principal amor feminino na vida de um homem. Este pode ser o momento em que tudo muda em uma relação entre a mãe de um homem e sua noiva. É também por isso que, e quando, a tensão se constrói: a mãe, muitas vezes inconscientemente, culpa a nova esposa por seus sentimentos de rejeição e, se houver algum padrão ou história de traição de outros homens, esses sentimentos podem surgir e levar a uma raiva irracional aparente em direção ao novo casal.

Os companheiros(as), por sua vez, podem, sentir que a mãe do parceiro exerce muita influência negativa sobre os filhos e pode sentir um estranho tipo de ciúme ou sensação de traição.

Uma forma de tentar manter a situação menos conflituosa é evitar ao máximo situações de estresse e brigas. Tentar colocar-se no lugar do outro, com seus sentimentos, pode fazer com que o relacionamento fique menos conturbado. Evitar ser agressivo gratuitamente, faltar com o respeito ou fazer brincadeiras indevidas já é um bom começo para uma boa relação. Manter os limites de bom senso a opiniões  na vida do casal são muito importantes e estes devem ser feitos pelos dois sempre.  Mas lembre-se: o papel dos filhos é demarcar o quanto essa mãe invade a vida do casal. Isto é, os filhos precisam estabelecer os limites e corrigir os problemas das intromissões, deixando claro que é necessário respeitar o casal.

Mas vale lembrar que nem tudo é problema da sogra. Ás vezes, o parceiro possui uma certa implicância com a sogra, fala mal e atribui como intromissão qualquer conselho. A mãe é a mulher mais importante da vida do seu companheiro(a). Seja qual for a opinião sobre a sua sogra, respeite-a. Não dá para competir com ela. São relações diferentes e não estão no mesmo patamar.

A relação saudável não é necessariamente aquela na qual os dois se dão muito bem e se adoram, e sim, na qual os três estão confortáveis . O amor é suficiente para todos! Os limites saudáveis podem ser capazes de contruir uma relação rica e bonita. O respeito é vital em qualquer relação.

Respirar algumas vezes e contar até 10 em muitos casos, podem então salvar muitos relacionamentos.

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